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Relatório 6 – Uso de Suplementos de Micronutrientes

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  • Data de Criação 25 de outubro de 2023
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RESUMO EXECUTIVO

Objetivo: Descrever as prevalências dos indicadores de uso de suplementos de micronutrientes entre crianças de 6 a 59 meses de idade.

Métodos: O Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019) é um inquérito populacional de base domiciliar que avaliou as práticas alimentares e o estado nutricional de crianças menores de 5 anos de idade. A amostra obtida no ENANI-2019 foi de 14.558 crianças em 12.524 domicílios distribuídos em 123 municípios dos 26 Estados da Federação e no Distrito Federal. Para o presente relatório, a amostra foi de 12.598 crianças em 10.991 domicílios. O uso de suplementos de micronutrientes no momento da entrevista e nos seis meses que a antecederam foi avaliado com base em um questionário estruturado contendo perguntas abertas e fechadas. Os indicadores foram organizados em cinco grupos: uso de suplemento de micronutrientes; uso de suplemento contendo um determinado micronutriente (ferro, zinco, vitaminas A, B12, C ou D); uso de suplemento contendo somente um micronutriente (ferro, zinco, vitaminas A, B12, C ou D); uso de suplemento de vitaminas associadas (polivitamínico) com ou sem fármaco estimulante do apetite; e uso de suplemento de vitaminas e minerais associados (polivitamínico com minerais). Para os grupos de suplementos contendo apenas ferro e apenas vitamina A e para o grupo de suplementos de vitaminas e minerais associados, foram destacados aqueles do Programa Nacional de Suplementação de Ferro (PNSF), do Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A (PNSVA - megadose de vitamina A) e da Estratégia de Fortificação da Alimentação Infantil com Micronutrientes em Pó (NutriSUS), respectivamente. As estimativas pontuais e seus respectivos intervalos de confiança de 95% (IC 95%) foram calculados para o Brasil e segundo macrorregião, situação do domicílio, faixa etária, sexo, quintos de distribuição do Indicador Econômico Nacional (IEN) e cor ou raça da criança. Todas as análises foram realizadas com a linguagem de programação R, considerando-se a estrutura do plano amostral, os pesos e a calibração.

Resultados: No Brasil, entre crianças de 6 a 59 meses, a prevalência de uso de suplementos de micronutrientes foi de 54,2%, sendo a maior prevalência na região Norte (80,2%) e a menor, na Sul (27,5%); diferenças RESUMO EXECUTIVO também foram encontradas entre as crianças de cor ou raça parda (58,3%) e brancas (49,5%) e entre crianças de 6 a 23 meses (69,5%) e de 24 a 59 meses (46,5%). Na faixa etária de 6 a 23 meses, observou-se maior prevalência de uso de suplementos de micronutrientes entre as crianças do quarto quinto do IEN (78,5%), quando comparadas às do primeiro (62,8%) e segundo (65,1%) quintos. Nas crianças de 24 a 59 meses, houve maior prevalência entre as pardas (52,0%) quando comparadas às brancas (39,9%). A prevalência de crianças de 6 a 59 meses que usavam suplementos contendo ferro foi de 21,7%; contendo zinco, 6,5%; contendo vitamina A, 35,2%; contendo vitamina B12, 8,7%; contendo vitamina C, 28,4%; e contendo vitamina D, 21,6%. A prevalência de uso de suplementos contendo somente ferro foi de 14,6%; somente vitamina A, 23,3%; somente vitamina C, 13,0%; e somente vitamina D, 3,2%. O uso de suplementos do PNSF no Brasil por crianças de 6 a 59 meses foi de 5,9%, sendo mais prevalente entre crianças de 6 a 23 meses (11,5%), quando comparadas às de 24 a 59 meses (3,1%). Para esse indicador, também foi observada maior prevalência de uso na região Sudeste (10,5%) quando comparada à das demais regiões. Para vitamina A do PNSVA, a prevalência de uso entre crianças de 6 a 59 meses foi de 23,1%, sendo maior nas regiões Nordeste (45,7%) e Norte (42,6%) quando comparadas às regiões Sudeste (7,7%) e Sul (1,5%). Para crianças de 6 a 59 meses a prevalência de uso de suplementos polivitamínicos foi de 16,1%; de vitaminas A e D associadas, 4,6%; de vitaminas do complexo B e C associadas com fármaco estimulante do apetite, 4,2%; e de polivitamínicos com minerais, 9,2%. A prevalência de uso de suplemento da estratégia NutriSUS foi de 2,4% em crianças de 6 a 59 meses, sendo a maior prevalência no Norte (4,0%) quando comparada à região Sul (0,3%).

Conclusões: Foi observada alta prevalência de uso de suplementos no grupo estudado. Diferenças menos ou mais expressivas foram registradas entre macrorregiões e quintos do IEN a depender do suplemento considerado. Essas informações poderão ser utilizadas para compreender a prática de uso de suplementos entre crianças brasileiras e, juntamente com as estimativas de prevalências de deficiências de micronutrientes, poderão subsidiar as políticas públicas nacionais de prevenção e controle desses agravos.

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