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Relatório 7 – Estado Nutricional Antropométrico da Criança e da Mãe

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  • Data de Criação 25 de outubro de 2023
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RESUMO EXECUTIVO

Objetivo: Descrever as prevalências de indicadores do estado nutricional antropométrico de crianças brasileiras menores de 5 anos de idade e de suas mães biológicas.

Métodos: O Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019) é um inquérito populacional de base domiciliar que avaliou 14.558 crianças e 12.155 mães biológicas em 12.524 domicílios distribuídos em 123 municípios dos 26 Estados da Federação e no Distrito Federal. Os entrevistadores foram treinados para a realização das medidas antropométricas de peso e altura (comprimento/ estatura) corporal. As estimativas de frequências foram descritas para o Brasil e estratificadas por macrorregião (Norte, Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste); situação do domicílio (urbana e rural); quintos do Indicador Econômico Nacional; sexo (masculino e feminino); faixa etária das crianças (<12, 12 a 23, 24 a 35, 36 a 47 e 48 a 59 meses) e das mães (<20, 20 a 29, 30 a 39 e ≥ 40 anos); e cor ou raça (branca, parda, preta, amarela e indígena). Os índices antropométricos avaliados para crianças foram peso para idade (P/I), altura para idade (A/I) e índice de massa corporal para idade (IMC/I); para as mães adolescentes (< 20 anos) foram IMC/I e A/I; utilizando- se, para ambos os grupos, as curvas de referência da Organização Mundial da Saúde. Para mães adultas, foi utilizado o IMC e considerados os pontos de corte recomendados pela OMS. As análises estatísticas foram realizadas em linguagem de programação R, considerando a estrutura do plano amostral, os pesos e a calibração.

Resultados: No Brasil, para as crianças, foi observada prevalência de baixo peso para idade (Z < -2) de 2,9% e elevado peso para idade (Z > 2) de 5,0%; e as prevalências de algum grau de baixa altura para idade (Z < -2) e de magreza (Z IMC/I < -2) foram de 7,0% e 3,0%, respectivamente. A região Norte apresentou a menor prevalência de magreza (0,9%) e a Sudeste, a maior (3,5%). A prevalência de risco de sobrepeso (1 < Z IMC/I ≤ 2) foi de 18,3%, com a região Centro-Oeste apresentando a menor prevalência (14,5%), com diferença estatisticamente significativa se comparada com a das regiões Sul (22,2%) e Sudeste (18,4%). Foram observadas diferenças estatisticamente significativas com relação à prevalência observada nos domicílios situados em áreas urbanas (18,6%) e rurais (11,8%); e RESUMO EXECUTIVO entre as faixas etárias de 12 a 23 (23,0%) e 36 a 47 meses (15,8%); e de 24 a 35 (20,4%) e 48 a 59 meses (14,7%). A prevalência de sobrepeso (2 < Z IMC/I ≤ 3) foi de 7,0% e a região Sul registrou a maior prevalência (8,5%), com diferença estatisticamente significativa da observada no Centro-Oeste (4,9%). A faixa etária de 12 a 23 meses registrou a maior prevalência (10,7%), com diferença estatisticamente significativa se comparada às das faixas etárias de 24 a 35 (6,6%), 36 a 47 (5,3%) e 48 a 59 meses (5,2%). A prevalência de obesidade (Z IMC/I > 3) foi de 3,0%. Em relação às mães biológicas, a prevalência de baixo peso foi de 3,0%, sendo a menor prevalência (1,6%) observada na região Sul, quando comparada às regiões Nordeste (3,3%) e Centro-Oeste (3,7%). Mães adolescentes registraram a menor prevalência (0,9%), com diferença estatisticamente significativa se comparada com a da faixa etária de 20 a 29 anos (4,4%). A prevalência de sobrepeso foi de 32,2% e, entre as mães adolescentes, registrou-se a menor prevalência (23,9%), com diferença estatisticamente significativa se comparada com as das demais faixas etárias. A prevalência de obesidade foi de 26,3%. A região Norte apresentou a menor prevalência (19,0%), com diferença estatisticamente significativa se comparada à da região Nordeste (25,0%). Mães adolescentes registraram a menor prevalência de obesidade (11,3%), com diferença significativa se comparada com às das demais faixas etárias.

Conclusões: Em crianças, observou-se comprometimento nutricional (baixa altura e excesso de peso). As prevalências de excesso de peso foram maiores e na faixa etária de 12 a 23 meses. As mães biológicas apresentaram baixa prevalência de baixo peso, principalmente na região Sul e entre mães adolescentes, e elevadas prevalências de excesso de peso, que foram menores entre as mães adolescentes. Os resultados do ENANI-2019 permitem atualizar as informações sobre a magnitude, a distribuição e as desigualdades dos agravos nutricionais no Brasil.

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